A vida da minha mãe são as canções do Roberto.

Eu preciso abrir esse texto em confissão. Toda vez que ouço o Roberto Carlos cantando “Emoções”, meus olhos se enchem de lágrimas. É uma das músicas mais lindas da MPB. Mas a parte que me cabe a emoção é que, desde que ouço esta canção, ouço a vida da minha mãe.

Ainda pequeno vi a dona Ivone Kassu adentrar um avião do Roberto. Era uma excursão pelo Brasil afora. Se não me engano, chamada “Emoções”. Foram meses revendo a minha mãe em datas esporádicas. Ela, com um cabelo curtinho, voltava e me abraçava falando: “Deco”. Era um abraço de saudade pura e o sorriso de um trabalho realizado.

Hoje, ainda me sinto como esse menino. À espera de ouvir meu apelido de infância, de vê-la sair de um avião, de um show, de uma estreia. De voltar para mim, apenas. Mas ela resolveu sair no meio da festa. Logo ela, que sempre esperou até o último segundo de cada peça, de cada show, de cada momento. Saiu enquanto havia uma imensa plateia à sua espera.

Adiei escrever esse texto por dias e dias. Chegou a hora. Penso no Roberto e no Erasmo. O privilégio que me foi concedido de estar perto desses dois grandes homens. Penso na minha mãe. Penso nas canções que hoje ganham novo significado. Quando ouço “eu quero ter um milhão de amigos”, sei que minha mãe teve cada um deles. Como disse o doce Padre Jorjão, se tudo que vem de Itu é grande, o coração da minha mãe era enorme. Soube arrumar um espaço para cada um desses amigos. Para o repórter que estava iniciando, para o aprendiz de cantor, para a jovem atriz, para a diva, para a estrela, para o consagrado, para o Rei. Sem distinções. Todos eram amigos e juntos eram um milhão.

Hoje, eu fecho os olhos e a ouço cantar “não adianta nem tentar, me esquecer. Durante muito tempo em sua vida, eu vou viver.” E respondo: “não tentarei, não esquecerei.” Canções que eu imaginava serem de amor homem x mulher, hoje soam filho x mãe. E canto baixinho “Das lembranças que eu trago na vida, você é a saudade que eu gosto de ter. Só assim sinto você bem perto de mim outra vez.” Nessa mesma música, penso em todas as brigas e diferenças que tivemos. Ela, inebriada pelo mundo, eu, quieto no canto. E, agora, sei que Roberto já cantava “Você foi, dos amores que eu tive, o mais complicado e o mais simples pra mim.”

Olho para as minhas filhas e lembro de um lindo texto que a minha mãe me deu no nascimento da Julia. Um texto do Afonso Romano de Sant’Anna chamado “Antes que eles cresçam”. Que fala do amor que uma mãe tem que reter e que ser avó é poder libertar todas essas correntes. Penso no que ela reteve. E me vem a canção “Tenho às vezes vontade de ser novamente um menino e na hora do meu desespero gritar por você. Te pedir que me abrace e me leve de volta pra casa.” Para a rua General Barbosa Lima, 95. Onde o sinteco estalava durante a noite, onde a casa era enorme para um filho único, mas onde havia você. A minha Lady Laura.

Poderia citar diversas músicas daquele que foi um dos homens mais importantes da vida da minha mãe. Um Rei que eu passei a idolatrar ainda mais pelas palavras e pelo carinho que me deu na despedida. Mas existe a canção, a definitiva. Aquela que mexe comigo enquanto digito cada uma dessas palavras: “Emoções”. O avião que a levou para longe de mim, dessa vez não retorna.

Minha mãe seguiu cada palavra dessa música. Cada proposta. “Quando eu estou aqui, eu vivo esse momento lindo…” Estreias, shows, festas, jantares, não importa. Ela viveu cada momento. “Detalhes de uma vida, histórias que eu contei aqui.” Minha mãe é um pilar essencial na assessoria de imprensa e na divulgação da cultura brasileira. Ela, de fato, contou aqui. “O importante é que emoções eu vivi” é a frase que resume a vida dessa mulher.

E agora, cá estou eu. Não o André, mas o Deco. Olho para trás, tentando encontrar um ressignificado. E lhe digo, mãe: “Eu tenho tanto pra lhe falar, mas com palavras não sei dizer…. Como é grande o meu amor por você.”

Image

Anúncios

65 pensamentos sobre “A vida da minha mãe são as canções do Roberto.

  1. Joanna disse:

    Kassu. Que lindo! Sorte ela de ter um filho como você.
    Bjo

  2. Vera Vianna disse:

    André, lindo seu texto, sua emoção, sua saudade, doe também em nós. Obrigada por dividir com os amigos esse momento seu. Tive o privilegio de conviver com sua mãe, ser sua companheira de grandes tardes na praia, e de muitas ocasiões, intimas e em seus eventos.Vai fazer falta, e concordo que dessa vez saiu cedo da festa. Mas ela sabia como ninguém ,programar… então fez sua hora.Mas deixou uma bonita história, e isso é reconfortante. Você foi muito amado, amou e se orgulha da mãe que teve. E isso querido é raro. Carinhos, beijos

  3. Ana Carolina Costa disse:

    :-)))))

  4. Chiquinho Lucchini disse:

    ; ) Lindo, meu amigo. Deus te abençoe e te guarde sempre assim: um menino. Bj

  5. Glaucia Vic disse:

    Que coisa mais linda, para um filho e para uma mãe! Fiquei muito emocionada com seu lindo texto…uma declaração de amor tão bonita que me levou às lágrimas. Sou mãe, sou filha e penso que a gente perde tanto tempo com bobagens e deveríamos cuidar mais de quem a gente ama. Porque a vida infelizmente é assim, não nos permite um bis. Um beijo no seu coração!

  6. André Bueno disse:

    Coisa linda, Kassu. De verdade.

    Identificação imediata: também sou “Deco” para a minha.

  7. REGINA MORRONE disse:

    ANDRÉ NÃO TIVE O PRAZER DE CONHECER VOCÊ PESSOALMENTE, MÁS TODAS AS VEZES QUE ESTIVE COM SUA MÃE, O QUE EU MAIS OUVIA ELA DIZER ERA SOBRE VOCÊ A SUA ESPOSA E AS NETAS QUERIDAS, COMO ELA SE ORGULHAVA DE VOCÊS. TODOS OS DIAS EU ME LEMBRO DELAS E SEMPRE ESTA EM MINHAS ORAÇÕES POIS GOSTAVA MUITO DELA, ESSES DIAS EU ESTAVA ME LEMBRANDO COMO ELA DANÇOU NO JANTAR NESSA VIAGEM DO CRUZEIRO 2012. ESSE TESTO QUE FEZ É SIMPLESMENTE MARAVILHOSO, SEI QUE DE ONDE ESTIVER ELA ESTARÁ MAIS UMA VEZ SE ORGULHANDO DESSE FILHO QUERIDO. ABRAÇOS REGINA MORRONE.

  8. vbmarques disse:

    Bonito demais! Emocionou.

  9. Rubens disse:

    Eu realmente me emocionei lendo seu texto André, sua mãe era uma prima querida e quando ia ao Rio sempre a visitava pois pra mim Rio e kassu eram sinônimos , fiquei feliz em encontrá-la em Itu ano passado .

  10. Denis Peralta disse:

    Nunca tinha engasgado escrevendo uma resposta, fazia tempo que eu não chorava tanto porém com um sentimento de que ainda existem pessoas boas no mundo…a única coisa que posso fazer é te agradecer por escrever um texto tão bonito e tão dificil de ser escrito.

    • andrekassu disse:

      Denis, meu amigo.
      Nem sempre dá para rir o dia inteiro. E nem sempre temos que chorar por muito tempo. O difícil é achar esse equilíbrio. Mas eu desconfiava que por trás dessas brincadeiras todas, também se escondia um chorão. Grande abraço. E vamos rir agora.

  11. Tati Moliterno disse:

    Kassu que texto lindo, fiquei com os olhos cheios de lágrimas. Você é incrível, sua mãe tem muita sorte de ter um filho como vc. Sou sua fã. Saudades e beijos

    • andrekassu disse:

      Tati,
      quando nós viramos pais entendemos mais o que significa essa relação mãe x filho. Esse texto hoje tem um peso diferente ao olhar para as minhas filhas. E imagino que aconteça o mesmo com você. Obrigado pelas carinhosas palavras. Agora, é um novo ciclo.
      Beijo

  12. Doris Zaclis Wolff disse:

    André, uma pessoa sensível como você somente poderia ter sido concebida por outra, não menos especial e única. Que Deus ilumine a ambos.

  13. Alexandre Motta disse:

    Kassu, não sei se você sabe, mas a sua mãe foi cliente do meu pai por muitos anos. Tudo relacionado a imóveis do RC ela fazia com o meu pai, que é escrevente em um cartório de Copacabana. Eles dois sabiam que tinham filhos publicitários e comentavam sobre isso. Belíssimo texto, cara. Um abração.

  14. alexandre manisck disse:

    André, não te conheço pessoalmente. Para mim vc é apenas mais um nome talentoso da publicidade. Mas há algum tempo ouvi falar de sua mãe por amigos que a admiravam como o Simoninha e o Max de Castro. E fui descobrir um pouco sobre quem ela era. Há seis anos perdi minha mãe precocemente. E lendo seu lindo texto consigo entender, sentir muito do que vc diz. Essa estranha conexão que nos faz humanos. Que faz a dor e o vazio virarem sabedoria, que faz a lembrança virar liçnao, que faz com que algumas pessoas (e pelo que você descreve de sua mãe, ela tinha muito em comum com a minha) mostrem para a gente que é preciso viver cada emoção da vida, fazer cada amigo que se puder e viver plenamente. Não te conheço pessoalmente e nem sei se fui invasivo. Mas o teu texto me emocionou muito e quis deixar minha mensagem para você.
    Um abraço
    Alexandre

    • andrekassu disse:

      Essas lições continuam a me chegar. Vamos aos poucos reconstruindo a estrada que vem a frente. E tentando colocar em prática esse aprendizado. Ela fez uma linda estrada. E essas conexões continuam sempre. Fico feliz que parte da emoção tenha encontrado em você um eco. Grande abraço.

  15. Ken disse:

    coisa linda esse texto.
    🙂

  16. misturaviva disse:

    Eu aqui de bisbilhoteira. O irmão Jahara me enviou esse link ontem. Li, senti em suas palavras a admiração, e claro, o amor e a saudade que caminham entrelaçados. Senti em suas palavras a saudade e o amor – de minha mãe, que caminham comigo dentro do meu peito, e nem mesmo palavras expressam o vazio que sinto. Me emocionei, André, me emocionei!

  17. Dolores Mateos disse:

    Bom dia, Kassu!!!! Que lindo, fiquei emocionada pq sou mãe e também filha e minha mãe também partiu!!!! Todos esses sentimentos das músicas exprime exatamente a vida, como ela é!!!!! Vc é uma pessoa maravilhosa e pense como sua mãe foi, e está feliz onde ela estiver de ter um filho como você!!!! bjs Dolores

  18. Carol Day disse:

    André, nossa rolou lágrimas no meu rosto, não apenas pelo lindo texto e expressão de amor por sua mãe mas como me fez lembrar da minha que se foi a dois anos.. Quando escuto o Roberto é um re leitura da letra de cada canção, um novo significado uma nova lembrança boa da minha querida mãe. beijos Andre, no seu coração Carol Day

  19. José Luiz Martins disse:

    Lindo texto, Kassu. Emocionante demais. Abração.

  20. hermes disse:

    Meu amigo e vizinho, não tive a oportunidade de te dar um abraço quando soube. Mas, lendo esse texto, me sinto um pouco perto de você. Não conheci sua mãe, mas conheço você e tenho certeza que ela foi uma pessoa especial, diferente. Hoje, não foi nem Roberto, nem Erasmo. Hoje o André Kassu pegou emprestado o “Carlos” e me fez quase chorar no trabalho. Um grande abraço

  21. Marilia disse:

    Trabalhei na Warner de 91 a 93 e sempre quando ouvia o nome da Ivone, era sempre com um elogio junto. Eu tava começando a minha vida profissional e meu sonho era ser uma Ivone Kassú. To na trilha dela espero um dia chegar perto. Lindo texto. Parabéns!

  22. kassu, que bela declaração de amor…que história bonita, cara. tenho certeza que esse sentimento forte e essas palavras tão bem escolhidas deixariam a ivone emocionada e orgulhosa do filho que tem – e pra mim, você meu deu uma bela lição. obrigado por isso. grande abraço, penna.

  23. Recebi o link via Facebook. Queria falar algo. Mas só consigo pensar em Carlos Drummond de Andrade e no poema “Para sempre”. Então, reproduzo o começo: “Por que Deus permite/ que as mães vão-se embora?/ Mãe não tem limite,/ é tempo sem hora,/ luz que não apaga/ quando sopra o vento/ e chuva desaba”.

  24. Kassu, isso não é um texto, é literatura da maior qualidade. Creio que somente algo assim tem o poder de preencher o coração de alguém com o conteúdo de pessoas que nem conheceu. Não chego a ser fã do Rei, mas as tuas palavras me fizeram olhar essas letras de uma forma inédita e muito emocionada. Valeu de novo pela lição, mestre.

  25. Michel disse:

    Chorei copiosamente velho. Sua mãe eu não conheci, mas só por conhecer vc já dá pra sacar que ela era incrível. 03 de agosto fica mais marcado ainda pra mim. Meu aniversário e o dia que li seu texto. Vou mandar agora para a minha mãe. Abraço!

  26. Rafael Acatauassú disse:

    Obrigado Kassu.
    Por compartilhar suas histórias e traduzir de forma tão perfeita este sentimento de amor entre um filho e uma mãe. Amanhã é aniversário da minha, moramos longe um do outro e seu texto me inspirou a escrever coisas bonitas para ela. Deixo para você, além de uma enorme gratidão, meus mais sinceros sentimentos.
    Abraços.

  27. Angélica Miranda disse:

    Oi André, Nem sei bem como cheguei ao seu blog, sequer sabia que você tinha um, mas foi uma grata surpresa e dei logo de cara com esse emocionante texto. Até bem pouco tempo a imagem que tinha de você era do menino, viciado em gibi, no apartamento da General Barbosa Lima, onde passei muitas férias.
    Ultimamente, vez ou outra, você ou algum momento que vivemos juntos na infância (de quase irmãos), me vem a cabeça. Muitos deles proporcionados pela sua mãe.
    Hoje me arrependo de nunca ter agradecido à Kassu esses momentos incríveis e inesquecíveis, de ter dito o quanto ela foi importante na minha infância. Afinal, brincar de rodas com a Elis Regina no palco do Canecão é, sem dúvida, um privilégio de muito poucos.
    Infelizmente a vida nos afastou, mas as lembranças me acompanham.
    Quando estiver pelo Rio, entre em contato, pois vou adorar apresentá-lo aos meus filhos e marido.
    Beijos
    Angélica (cel. 9977-1329)

    • andrekassu disse:

      Angélica, quantas lembranças, agora. Engraçado você falar que eu era viciado em gibi. Minhas filhas são iguais. Aquele prédio é repleto de histórias. Lembro dos churrascos naquela área do Cabral. Banho de mangueira na volta da praia. Da Claudinha, Mauricinho e do Serginho. Do seu Correia que me mostrava as revistas de sacanagem. Das festas com samba. E de Cavalcante, também. Lembro de uma festa junina inesquecível por lá. Uma época legal demais.
      Tenho percorrido todas as histórias com a minha mãe. Estréias dos Trapalhões eram um clássico. E muitas outras. Que aos poucos, vou escrevendo.
      Seu telefone está anotado. Eu ainda tenho evitado ir pro Rio. Mais pra frente, com coragem, volto.

      Beijos

      • Angélica Miranda disse:

        São muitas lembranças… Algumas coisas mudaram, outras estão da mesma forma. A família, agora bem maior, continua festiva, qualquer motivo é motivo para um sambinha. Cavalcanti está a mesma coisa, minha avó lá firme e forte aos 99 anos. Tome coragem e venha logo ao Rio. Combino com Claudinha e Mauricinho ( quem sabe até com Serginho) e faço um almoço ou jantar na minha casa. Beijos

        Enviado via iPhone

  28. Andre sou uma super fã do Roberto e sempre admirei sua mãe pelo trabalho que realizava, e agora eu a admiro ainda mais pela mãe maravilhosa que ela deve ter sido, ao ter educado uma pessoa sensível assim como você!!!De onde ela estiver, com certeza esta feliz!!!!

  29. Adriano Thales disse:

    Feliz de quem tem uma bela mãe como vc ,eu querido amigo,esse ano fui ao CRUZEIRO ,e vi a IVONE sempre atenta a tudo no que fazia de melhor pra tudo sair certinho do jeito como ela queria,E hoje a estrela dela brilha muito mais,fica na paz meu querido,abraços

  30. Marcia Bennett disse:

    Andre,
    que texto mais querido!! Li com os olhos marejando…foram poucos os meus encontros com sua mae, mas, sempre me foi atenciosa, carinhosa, e ainda posso ver seus olhinhos me olhando…esses “detalhes” a gente nao esquece! As saudades serao muitas, mas a certeza de uma missao cumprida e ” emocoes vividas ” isto eh com certeza!! Parabens pelo seu texto! Lindo!!! Beijos

  31. marcos garcia apostolo disse:

    Querido Kassu, perdoe esse desinformado amigo de longa data que deixou passar a existência do seu blog. E aceite mais uma vez, o imenso respeito, carinho e amizade que tenho por você, uma das boas lembranças que tenho dessa profissão. E se não disse, digo agora. Quando sua mãe, em um dosi seus aniversários, lá no JB, falou que “vc gostava muito de mim, e ela não tinha como não sentir o mesmo”, eu me lembro que respondi algo assim: “pois eu tenho muito orgulho dele me olhar como amigo”. E depois, foi um porre só. Sua mãe já sabia que “o cara”, era vc( pra ficar na praia do RC). E digo hoje e atrasado, porque é preciso falar sobre as pessoas que admiramos, seja em que tempo for. Um grande abraço para vc, Penelope e as meninas. E pra Ivone sempre.

    • andrekassu disse:

      Marquinhos,
      desculpa a demora. Sou um tanto desorganizado com o blog. Ainda que ele me seja muito importante. Essas festas foram antológicas. Minha mãe adorava. Os vizinhos odiavam. Passamos momentos excelentes juntos. E ainda vamos continuar rindo muito deles. Você é um cara fundamental na minha carreira. E um grande amigo. Aos poucos, vou jogando mais textos. Quem sabe não começo a falar histórias da Artplan? 🙂
      Abração

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: